19 de jan. de 2011
Jurassic Park : The Game
Desde que Jurassic Park deu as caras pela primeira vez, em 1993,
existem tentativas de transportar o “feeling” da película — que por sua
vez herdou do livro homônimo — para dentro de um console de video game. O
que dizer? O mais próximo que se chegou lembrava uma estranha espécie
de Rambo pré-histórico, conforme o Dr. Alan Grant era retratado saltando
e se entocando enquanto despachava dinossauros “malvados” pelo caminho.
Fato é que, até hoje, nenhuma adaptação parece ter recriado
satisfatoriamente a magia única que embalava as coisas tanto no livro
quanto no filme. A ideia de um Prometeu moderno e visionário, cegado
pela possibilidade de trazer o passado novamente para o presente; a
estupefação daqueles que se confrontavam pela primeira vez com algo que
estudaram durante toda a vida apenas através de ossadas; a perspectiva
financeira enxergada por alguns espíritos menos iluminados, etc.

Em suma, o que parece ter faltado em todas as adaptações anteriores foi o elemento central em que se constitui a ideia do Parque dos Dinossauros. Não são os dinossauros, é claro. Trata-se do próprio ser humano, o ser que se confronta com uma maravilha indômita da natureza.
Pelo menos é isso que defende a equipe responsável pela nova tentativa
de levar Jurassic Park para dentro de um game. Em entrevista ao site
Gameinformer.com, os responsáveis por Jurassic Park: The Game revelaram
por quê, afinal, a nova empreitada sobre uma marca consagrada — e já um
tanto desgastada — deveria ser levada em consideração.
Mais um jogo de tiro com dinossauros? Não mesmo!
Em relação à concepção central por trás de Jurassic Park: The Game, o
diretor de marketing da Telltale, Joel Dreskin, vai direto ao ponto: “A
Universal não quer mais um jogo de tiro com dinossauros”. Aparentemente,
isso teria conduzido a produtora aos escritórios da Telltale, notória
por buscar perspectivas alternativas.
Conforme mencionado anteriormente, o elemento humano deve se manter como diretriz principal do projeto da desenvolvedora. Entretanto, a proposta ainda pode guardar algo de inédita para a Telltale. “Da forma como as coisas vão, existem elementos que estão de acordo com a herança da Telltale”, afirma Dreskin. “Entretanto, criar uma nova experiência que contemple tanto um andamento lento e o desenvolvimento de personagens quanto a tensão típica do Parque dos Dinossauros é uma nova direção para a Telltale.”
Distanciando-se ainda mais do clima de ação pura das adaptações
anteriores, a Telltale ainda garante que haverá enfoque na trama.
“História e personagens são partes importantes disso. Você vai sentir
drama. Vai sentir tensão. Vai sentir diferentes tipos de emoção”. Além
disso, “há humor”. “Momentos leves. Tempos ociosos para se acostumar com
os personagens”. Isso antes que tudo descambe para o mais completo
horror, naturalmente.
Uma sequência direta, embora vista por outros olhos
Aparentemente, Jurassic Park: The Game também não deve cair em outro
erro bastante comum das adaptações de filmes. Em vez de simplesmente
transformar o filme em algo interativo para em seguida chamar de “jogo”,
o pessoal da Telltale foi incumbido de desenvolver uma espécie de
sequência direta para a película.
Entre os objetivos, o jogo deve retomar algumas pontas soltas deixadas
pelo filme. Quer um exemplo? O que será que houve com a lata cheia de
embriões largada no meio da mata por Denis Nedry?

Ademais, mesmo as partes em comum com o filme devem trazer uma leitura distinta. Isso significa que você não será incumbido de controlar o Dr. Ian Malmcolm ou o icônico Alan Grant. Embora os protagonistas do filme sejam referenciados, os acontecimentos principais do filme serão vistos por outros olhos, boa parte de personagens coadjuvantes da película. “Nós veremos os nossos personagens consertando as coisas e dizendo ‘O que diabos aconteceu aqui?”.
Um dos protagonistas confirmados até o momento é Gerry Harding, o
veterinário-chefe do Parque, e também a sua filha. Também haverá toda
uma turba particularmente interessada em se apropriar dos embriões de
dinossauros, tanto cientistas como mercenários — boa parte composta por
remanescentes da população original da ilha.
Uma pitada de Heavy Rain...
Durante a entrevista ao site Gameinformer.com, a Telltale citou por
diversas vezes a menina dos olhos da Quantic Dream. Para efeitos de
comparação: “Embora a nossa história seja mais linear que Heavy Rain, as
ações dos jogadores terão reflexo nos rumos da história”, afirmou o
diretor executivo da desenvolvedora, Kevin Boyle. “Os jogadores saberão
que nós estamos dando atenção às escolhas tomadas”.
Bem, mas e quanto à jogabilidade? A resposta parece ser um “mix” de
vários estilos, embora “o foco maior resida nas apresentações
cinemáticas das suas interações”. Dessa forma, espere encontrar diversos
momentos de investigação e perambulação, embora a tensão típica da luta
pela vida deva ocupar boa parte da sua nova estadia no Parque dos
Dinossauros.
A propósito, a fauna encontrada no título da Telltale não deve se distanciar muito do que foi encontrado no filme. Haverá velociraptors,
naturalmente, assim como o bom e velho T-Rex. Entretanto, foi incluída
também uma surpresa: “Existe uma espécime de dinossauro que não se
encontra nos filmes — uma nova ameaça”, afirma Boyle. “Você vai
reconhecê-lo pelos olhos brilhantes entre os arbustos”.
Enfim, assim como em Back to the Future: The Game, a nova leitura do
Parque dos Dinossauros da Telltale deverá ser disponibilizada em cinco
downloads independentes, com lançamento previsto para PC, Mac, PS3, Xbox
360 e Wii. Aguarde novidades.
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