25 de jan. de 2011
Crysis 2
Crysis . Provavelmente, quando você ouve falar nesse nome, imediatamente
pensa em gráficos que beiram a perfeição. Afinal, não poderia ser
diferente, já que a Crytek, responsável pelo título, realmente caprichou
no FPS, trazendo visuais impressionantes até para os dias de hoje — o
jogo foi lançado em 2007.
Com o anúncio de sua sequência, todos ficaram ansiosos para conferir
qual seria o próximo passo da desenvolvedora alemã. Logo, surgiram os
vídeos demonstrando a engine que seria utilizada no segundo jogo. Os
clipes eram inundados por detalhes e efeitos monstruosamente reais, algo
que só instigou ainda mais os fãs.
Para a felicidade de muitos, Crysis 2 também será lançado para os
consoles. E o melhor: pelos vídeos, esse seria o jogo com os melhores
gráficos, tanto do PlayStation 3 quanto do Xbox 360 — as duas
plataformas que receberão o título.
Finalmente, o Baixaki Jogos conseguiu por as mãos em uma das grandes
promessas desta geração. Os usuários da Xbox Live que possuem conta Gold
— paga — já podem baixar a beta do multiplayer de Crysis 2.
Afinal, será que toda a promessa de um mundo quase perfeito nos
consoles se tornará realidade? Nós conferimos isso e ainda destrinchamos
o modo multiplayer para você se preparar para o dia 22 de março, data
em que Crysis 2 chega às lojas.
À primeira vista
Bem, não podemos negar que estávamos totalmente ansiosos para conferir o
visual do jogo quando iniciamos nossos testes com a demo. Mas, antes de
a jogatina começar pra valer, fomos obrigados a navegar um pouco pela
interface do título. E, infelizmente, ela já cortou um pouco de nossa
animação.
Os menus do jogo não agradam e o excesso de filtros que simulam ruído
na imagem não causa o impacto que deveriam, sendo apenas empecilhos para
sua leitura. Além disso, os menus são simples demais e definitivamente
parece que faltou capricho por parte da Crytek.
Depois de navegar um pouco, conhecendo o menu de opções e vários outros
itens bloqueados, finalmente partimos para o único modo disponível até
então: Team Instant Action. Essencialmente, trata-se de um deathmatch em equipes, no qual o objetivo é simplesmente eliminar o time adversário. Quem fizer mais pontos, vence.
Tudo bem. Acionamos o modo e partimos para a jogatina. Assim como em jogos como Call of Duty: Modern Warfare,
o jogador tem a chance realizar alguns ajustes até que a partida
comece. Enquanto o jogo procura por servidores e gamers disponíveis, é
possível verificar seus status e também conferir o que pode ser
desbloqueado. Há ainda a opção para customizar sua classe de soldados,
mas essa só é desbloqueada posteriormente — voltaremos a falar nela.
Infelizmente, você tem grandes chances de ver tudo o que está
disponível sem ter entrado no jogo. O sistema de busca de partidas
parece um pouco lento e muitas vezes tivemos que sair da sala e procurar
outra. Talvez isso ocorra pelo fato do game ainda estar em fase beta e
com poucos jogadores, mas não podemos negar que também possa ser um
simples problema no sistema de busca.
É só isso?
Quando você finalmente entrar no jogo, é melhor se preparar para uma
grande surpresa. Nada agradável, infelizmente. Os gráficos de Crysis
estão longe do que foi prometido. Tudo bem que esta é a versão beta e
estamos observando apenas o multiplayer — é comum algumas
desenvolvedoras baixarem a qualidade gráfica do modo para vários
jogadores, focando mais no desempenho. Contudo, você tem boas chances de
se decepcionar.
Não é que os gráficos de Crysis sejam péssimos. Entretanto, eles estão
apenas na média dos demais títulos do gênero, algo totalmente
controverso para quem prometia um novo patamar para esta geração. Não é
um exagero dizer que títulos como Battlefield: Bad Company 2 e Call of Duty: Black Ops trazem visuais equivalentes ou até superiores.
As texturas não impressionam, a modelagem dos personagens segue o mesmo
padrão de todos os títulos dessa geração e as animações continuam dando
a sensação de que seu soldado é um saco de batatas quando morre — sim, o
famoso ragdoll. Como se não bastasse, os serrilhados inundam a tela, assim como os pop-ins, que fazem diversos objetos brotarem na tela a poucos metros dos jogadores.
É comum você caminhar mirando para frente e observar árvores, arbustos e
até grades inteiras simplesmente surgindo diante de seus olhos. Algo
que pode até atrapalhar durante os momentos de conflito, quando a bala
rola solta. Outro fenômeno comum é o surgimento das texturas, que se
desenvolvem lentamente até chegar ao seu estado ideal.
Existem
vários problemas técnicos na versão beta do multiplayer de Crysis 2. Em
uma de nossas jogatinas, o cenário inteiro ficou totalmente escuro
quando acabávamos de entrar em uma partida, demorando alguns segundos
até que tudo surgisse. Além disso, sofremos com travamentos duas vezes.
Em uma delas, a tela simplesmente congelou. Já na segunda ocasião, o
jogo ficou parado, mas funcionando, com animações de seu personagem e
outros movimentos na tela.
Certamente, os gráficos não representam a qualidade total de um game.
Existem vários títulos com visuais medianos que conseguem se destacar
por gerar uma experiência divertida e cativante. Entretanto, não há como
não pegar no pé de Crysis 2, principalmente depois de tudo o que foi
exposto e comentado. Sinceramente, nós nos decepcionamos com os visuais.
O jeito é atirar...
Tudo bem, os gráficos de Crysis 2 não nos fizeram achar que estávamos
brincando com a vida real. Mas, e o multiplayer em si, vale a pena? A
experiência do game começa com um ritmo lerdo, mas se torna divertida
após alguns minutos.
Quem já desfrutou de qualquer jogo do gênero pode até achar que Crysis 2
é só mais um FPS. E, no início, isso até parece verdade. Você começa
com apenas uma classe disponível e com habilidades que mal saberá para
que servem. Entretanto, conforme o tiroteio vai rolando e seu personagem
atinge novos níveis, vários itens e surpresas são desbloqueadas.
Assim como boa parte dos jogos atuais da série Call of Duty, Crysis
gira em torno dos desbloqueios e dos pontos adquiridos. Você batalha,
ganha pontos e troca por novos recursos. As novidades variam desde
habilidades para sua Nanosuit até desbloqueio de novas classes.
Pouco a pouco, você vai dominando o game, passando a utilizar as
características que diferenciam Crysis 2 dos demais FPS. Primeiramente, a
Nanosuit é um fator marcante no modo multiplayer. O jogador conta com
três tipos de habilidades diferentes: Armor (armadura), Stealth
(furtividade) e Power (poder).
Em jogo, você pode usá-las de várias maneiras, dependendo de qual
habilidade estiver selecionada em sua classe. Cada uma das classes conta
com skills pré-definidas. Na Assault, por exemplo, o jogador
pode ficar invisível, usar a armadura e golpear o chão para causar um
impacto estrondoso depois de sua queda.
Estratégias diferentes
São essas habilidades que fazem toda a diferença na hora do tiroteio.
Você vai notar que jogadores mais experientes sempre acionam o escudo
quando o conflito fica apertado. Já os Snipers usam a furtividade para
se camuflar e ganhar mais tempo para mirar e finalizar o oponente.
Mas, tome cuidado: o uso de qualquer recurso da Nanosuit consome
energia. Essa energia — não confundir com Health (vida) — é recuperada
automaticamente, mas é necessária até mesmo para executar saltos mais
longos. Um recurso que você deve administrar com cautela, pois a falta
dele pode ser decisiva na hora dos combates.
A
demo conta apenas com um mapa (Skyline), mas já mostra bem que o
multiplayer de Crysis 2 pode ser divertido. Ao desbloquear novas classes
e itens, a experiência vai se tornando ainda mais interessante, graças à
sensação de destruição adquirida a cada vez que você abre uma novidade
que pode mudar todo o combate.
Além do modo Team Instant Action, a versão beta também traz a opção Crashsite,
que é desbloqueada a partir do nível seis. Aqui, os jogadores devem
lutar para manter o controle sobre pontos específicos, que devem ser
destruídos pelo oponente. Uma variação comum, mas que também é
bem-vinda.
Sem dúvidas, o multiplayer de Crysis 2 se inicia com um ritmo lento,
mas consegue conquistar o jogador após poucos minutos. É bacana
desfrutar de um tipo de tiroteio que já conhecemos com as capacidades
exclusivas da Nanosuit, algo que traz uma roupagem nova ao gênero.
Infelizmente, os gráficos não empolgam como deveriam, mas isso não é
nenhuma crise.
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