17 de jan. de 2011
Portal 2
Não é um exagero dizer que o gênero FPS (First Person Shooter ou tiro
em primeira pessoa, numa tradução livre) já foi explorado
exaustivamente. Afinal, quantos jogos de guerra e tiroteio utilizam essa
perspectiva? É quase impossível contar. Infelizmente, muitos deles não
trazem muitas inovações, sendo meras cópias de outros títulos mais
consolidados.
Mas existem sim alguns jogos inovadores em que a perspectiva é a mesma dos FPS. Quer alguns exemplos? Mirror's Edge,
da DiCE, fez o jogador se sentir como uma lenda do Parkour enquanto
explorava arranha-céus gigantescos e fugia incessantemente.
Entretanto, quem realmente surpreendeu foi Portal. Em 2007, a Valve lançava um pacote conhecido como The Orange Box. Nele, tínhamos dois títulos extremamente esperados pelos jogadores: Half-Life 2: Episode 2 e Team Fortress 2. De quebra, o jogador ainda levava pra casa um jogo esquisito e, até então, totalmente desconhecido.
O fato é que o terceiro título é considerado por muitos como o mais interessante do pacote. Logo, Portal
se tornou referência quando o assunto é FPS sem tiroteios — por mais
contraditória que essa afirmação possa parecer. Em vez dos tradicionais
rifles altamente poderosos, o jogador empunhava uma “arma” capaz de
gerar dois portais: um de entrada e outro de saída. Alie a mecânica a
puzzles inteligentíssimos e a um excelente bom humor e o resultado é
Portal.
É claro que após toda a repercussão, a Valve não poderia deixar os fãs
na mão. Sendo assim, em 2010, a companhia anuncia a sequência do título.
Intitulada apenas Portal 2, a próxima iteração promete muitas
novidades, como uma campanha maior, mais atenção à história, novos
personagens e até mesmo um modo cooperativo. Recentemente, surgiram mais
detalhes sobre o game e você confere tudo abaixo.
A tecnologia contra a natureza
Bem, por incrível que pareça, Portal 2 também toma como pano de fundo a
Aperture Science Facility, que também era o local do primeiro jogo.
Quem já terminou o primeiro game pode até achar isso estranho (não
iremos mandar nenhum spoiler), mas instalação está lá.
Entretanto, em vez de um ambiente clean, a Aperture Science
Facility de Portal 2 se apresenta como um local totalmente destruído e
dominado pelas forças da natureza. E tudo indica que a exploração da
instalação será muito maior, já que a própria Valve comentou que a
campanha do game será quase três vezes maior que a primeira. Até mesmo o
modo cooperativo terá mais tempo de jogo em relação ao primeiro game,
com o dobro de jogatina.
O melhor de tudo é que, agora, teremos mais brinquedos para auxiliar
durante os quebra-cabeças. O jogador conta com plataformas de salto,
pontes de luz e até mesmo tintas que podem tornar uma superfície
elástica.
Uma curiosidade: a inspiração para o primeiro Portal veio de Narbacular Drop, um jogo independente que venceu o concurso DigiPen em 2005 e a equipe responsável pelo desenvolvimento foi contratada pela Valve.
Agora, a mesma história se repete. Um dos novos recursos de Portal — a possibilidade de usar tintas para tornar uma parede elástica — veio do jogo Tag: The Power of Paint, que venceu a DigiPen em 2009. Mais uma vez, a equipe responsável pelo jogo independente agora faz parte da dona da série Half-Life.
Mantendo a classe
Quanto à trama, Portal 2 coloca o jogador na pele de um sobrevivente que acorda em um dos quartos da poderosa Aperture Science Facility. Em pouco tempo, o protagonista descobre que está sozinho em uma instalação que, agora, se encontra totalmente abandonada e deteriorada, dominada por grama, trepadeiras e árvores.
A lendária GlaDOS, a inteligência artificial do primeiro jogo, é apenas uma das vozes que você ouvirá no game. Além de pássaros, grilos e uma trilha sonora totalmente cabível à atmosfera, o jogador também escuta uma voz masculina em uma gravação.
Essa voz o acompanha durante o início do game, mostrando como abrir
as primeiras portas e trazendo algumas indicações sobre os princípios
básicos. Falando nisso, o ritmo inicial de Portal 2 promete ser bem
semelhante ao do primeiro game, introduzindo o jogador lentamente às
mecânicas.
Para manter o jogador concentrado durante os quebra-cabeças, a Valve
decidiu fazer com que nenhum personagem fale enquanto você resolve um
desafio. Com isso, existem pouquíssimas distrações quando o assunto é
aniquilar um puzzle, algo que deve facilitar bastante sua vida durante
aqueles pulos arriscados. Fora dos quebra-cabeças, contudo, as vozes não
param.
Um dos companheiros do jogador é Wheatley, um robô esférico dublado por
Stephen Merchant, roteirista da série The Office. A atuação de Merchant
promete ser fenomenal, com um humor que acompanha toda a atmosfera do
game e certamente será bem-vindo pelos fãs.
Seus companheiros apenas querem ajudá-lo a completar o principal
objetivo do game: escapar da Aperture Science Facility. O grande
problema é que agora temos mais reviravoltas e puzzles ainda mais
complexos. Mas bom seria se todos os jogos fossem problemáticos como
Portal. A aventura se inicia no dia 18 de abril de 2011, nas plataformas
PC, PlayStation 3 e Xbox 360.
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